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	<title>volcano;</title>
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		<title>volcano;</title>
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		<title>O amor que choveu &#8211; Antonio Prata</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 18:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talita L</dc:creator>
				<category><![CDATA[Os Grandes]]></category>
		<category><![CDATA[antonio prata]]></category>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado). O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=13&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado).<br />
O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela?<br />
O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura &#8212; só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava.<br />
O que é que eu faço? &#8212; perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina. Fala pra ela! &#8212; diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978.<br />
Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele &#8212; se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo.<br />
Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor.<br />
Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Publicado na revista Capricho.</em></p>
</blockquote>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/mangaesal.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/mangaesal.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mangaesal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mangaesal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mangaesal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mangaesal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mangaesal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mangaesal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mangaesal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mangaesal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mangaesal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mangaesal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mangaesal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mangaesal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mangaesal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mangaesal.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=13&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Medo da Eternidade &#8211; Clarice Lispector</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 15:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talita L</dc:creator>
				<category><![CDATA[Os Grandes]]></category>
		<category><![CDATA[clarice lispector]]></category>
		<category><![CDATA[lispector]]></category>
		<category><![CDATA[medo da eternidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=12&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.</p>
<p>Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.</p>
<p>Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:</p>
<p>- Como não acaba? &#8211; Parei um instante na rua, perplexa.</p>
<p>- Não acaba nunca, e pronto.</p>
<p>- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.</p>
<p>- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.</p>
<p>- E agora que é que eu faço? &#8211; Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.</p>
<p>- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.</p>
<p>- Perder a eternidade? Nunca.</p>
<p>O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.</p>
<p>- Acabou-se o docinho. E agora?</p>
<p>- Agora mastigue para sempre.</p>
<p>Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.</p>
<p>Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.</p>
<p>Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.</p>
<p>- Olha só o que me aconteceu! &#8211; Disse eu em fingidos espanto e tristeza. &#8211; Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!</p>
<p>- Já lhe disse &#8211; repetiu minha irmã &#8211; que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.</p>
<p>Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.</p>
<p>Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/mangaesal.wordpress.com/12/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/mangaesal.wordpress.com/12/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mangaesal.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mangaesal.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mangaesal.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mangaesal.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mangaesal.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mangaesal.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mangaesal.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mangaesal.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mangaesal.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mangaesal.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mangaesal.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mangaesal.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mangaesal.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mangaesal.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=12&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gabriela cravo e canela</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 00:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talita L</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[gabriela]]></category>

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		<description><![CDATA[As portas fecharam. Agora podiam mais calmamente relembrar o dia, os anseios ou simplesmente deitar e domir. Ela não fazia apenas isso. Sentava na cama e escrevia algo, como de costume. Naquela noite estava angustiada. Inquieta. As palavras escorriam para o papel numa voracidade incomum. Algo a perturbava. Havia tido poucos, raros namorados. Seu pai [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=9&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:100%;"><span style="font-family:verdana;">As portas fecharam. Agora podiam mais calmamente relembrar o dia, os anseios ou simplesmente deitar e domir. Ela não fazia apenas isso. Sentava na cama e escrevia algo, como de costume.</span><br />
<span style="font-family:verdana;">Naquela noite estava angustiada. Inquieta. As palavras escorriam para o papel numa voracidade incomum. Algo a perturbava.</span><br />
<span style="font-family:verdana;">Havia tido poucos, raros namorados. Seu pai não gostava que saísse muito e também, não simpatizava com aqueles rapazes mais, digamos, ardentes. Sim, pois eram os seus preferidos.</span><br />
<span style="font-family:verdana;">Nos dezenove anos em que vivera, pouco entendia sobre traição e mesmo com tão fouco assim traíra Carlos, seu último e secreto namorado.</span><br />
<span style="font-family:verdana;">O relógio da sala batia a décima badalada e antes que ela pudesse terminar o parágrafo Carlos apareceu sorridente na janela. Fechou o caderno, apagou a luz e acendeu o que ainda restava daquela vela que já havia presenciado horas e horas de beijos e carícias.</span><br />
<span style="font-family:verdana;">Gabriela não conseguiu conter-se. Ainda hesitou mas ergueu-se disposta a assumir sua traição. Trêmula, abraçou Carlos. A porta do quarto se abriu. Era seu pai que havia ido fechar as janelas, aquela noite fresca de maio prometia agora uma tempestade.</span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/mangaesal.wordpress.com/9/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/mangaesal.wordpress.com/9/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mangaesal.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mangaesal.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mangaesal.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mangaesal.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mangaesal.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mangaesal.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mangaesal.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mangaesal.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mangaesal.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mangaesal.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mangaesal.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mangaesal.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mangaesal.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mangaesal.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=9&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lennon</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 01:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talita L</dc:creator>
				<category><![CDATA[Os Grandes]]></category>
		<category><![CDATA[beatles]]></category>
		<category><![CDATA[john lennon]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8216;Vivemos num mundo onde temos que nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia.&#8217;<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=7&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;Vivemos num mundo onde temos que nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia.&#8217;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/mangaesal.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/mangaesal.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mangaesal.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mangaesal.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mangaesal.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mangaesal.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mangaesal.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mangaesal.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mangaesal.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mangaesal.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mangaesal.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mangaesal.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mangaesal.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mangaesal.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mangaesal.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mangaesal.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=7&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ela e Ela &#8211; Antonio Prata</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 16:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talita L</dc:creator>
				<category><![CDATA[Os Grandes]]></category>
		<category><![CDATA[antonio prata]]></category>
		<category><![CDATA[ela e ela]]></category>
		<category><![CDATA[prata]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui apaixonado pela Luana da primeira à quarta série. Lembro daquela época como se fosse uma novela mexicana: pernas bambas no recreio; rápidos toques, desajeitados, no pega-pega; noites sem dormir, com um nó na garganta, só pensando nela. Amar é mesmo uma encrenca. Se já era difícil para mim, um menino, gostar de uma menina, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mangaesal.wordpress.com&amp;blog=3954397&amp;post=6&amp;subd=mangaesal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui apaixonado pela Luana da primeira à quarta série. Lembro daquela época como se fosse uma novela mexicana: pernas bambas no recreio; rápidos toques, desajeitados, no pega-pega; noites sem dormir, com um nó na garganta, só pensando nela. Amar é mesmo uma encrenca.<br />
Se já era difícil para mim, um menino, gostar de uma menina, imagino como seria se meu coração batesse forte por alguém do mesmo sexo.<br />
Tenho certeza de que agora, enquanto lêem esse texto, muitas garotas estão ficando nervosas.<br />
Talvez as bochechas tenham corado. O coração acelerado. São garotas que, assim como eu, quando se deitam na cama, pensam em alguma Luana, com muito amor &#8211; e culpa. Por que será que é assim? Por que é tão complicado aceitarmos que garotos possam amar garotos e garotas apaixonem-se por garotas? Realmente, não sei. A homossexualidade é tão velha quanto o preconceito.<br />
O que aprendi da Luana pra cá, é que se tem alguma ordem da qual não podemos fugir é a do próprio desejo. E isso é bom. É como se houvesse uma bomba-relógio dentro da gente, cujo tique-taque nos obrigasse a caminhar em direção à felicidade. Não temos escolha: ou lutamos pelo que queremos ou definhamos. No caso de um pedaço de bolo, da vontade de sair na véspera de uma prova ou outra coisa menos, beleza: abrimos mão do que desejamos e engolimos achateação. No caso do amor, não: durante nossa breve passagem pela Terra, não encontraremos nada mais sério do que ele. nem o trabalho, nem a poesia, o dinheiro, a seleção brasileira, o mico-leão-dourado, a capa da revista, nada, nada pode vir antes do amor na ordem geral das coisas.<br />
Feliz ou infelizmente, para homo ou heterossexuais, não há livre arbítrio nas coisas do coração. Não elegemos a pessoa por quem nos apaixonamos.<br />
Apenas descobrimos, com as pernas bambas, as mãos suadas e uma flecha no peito, que é aquele ou aquela ali que queremos embaixo dos nossos lençóis. Conquistá-lo, conquistá-la e mudar o mundo se preciso for, para ficarmos como ele ou ela é a nossa única opção.<br />
Se a pessoa em quem você pensa na cama, quando fecha os olhos, é uma garota, não há nada de errado. O caminho talvez seja um pouco mais duro, alguns vão achar estranho e talvez haja risadinhas pelas costas, mas isso tudo é fichinha perto da imensa felicidade que nasce quando, olhos nos olhos, vocês disserem &#8220;eu te amo&#8221;.<em> A única tragédia afetiva é não amar. O resto a gente resolve.</em></p>
<blockquote><p><em>Publicado na revista Capricho</em></p></blockquote>
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		<title>Por: Luis Fernando Veríssimo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 18:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Talita L</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho! Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor&#8230; A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. <em>Essa pessoa vai tirar seu sono.</em> Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa. Nada aqui é certo! O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo&#8230; E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: &#8220;Graças à Deus deu tudo certo&#8221; Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente&#8230;</p>
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